segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
CONVITE - 2ª RODA DE DIÁLOGO ÁGORA ESPÍRITA
Sintam-se todas e todos convidados a nossa 2º Roda de Diálogo Ágora Espírita: Percepção Espírita sobre Gênero e Homofobia.
terça-feira, 20 de novembro de 2018
CARTA DO EDITOR - 1º Editorial.
A doutrina Espírita é
o resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A ciência é chamada
a constituir a Gênese segundo as leis da natureza. Deus prova sua grandeza e
seu poder pela imutabilidade de suas leis, e não pela suspensão. Para Deus, o
passado e o futuro são o presente. (KARDEC, A Gênese, Os Milagres e as
Predições Segundo O Espiritismo, 2018 , P. De rosto).
O Espiritismo é uma doutrina Científica
de cunho filosófico e consequência ético moral, enquanto ciência o seu objetivo
é intercambiar as duas margens do rio da vida, à margem dos encarnados e a dos
desencarnados, enquanto filosofia seu propósito é produzir um despertar ético e
moral.
O Espiritismo enquanto ciência dá-se a
partir das relações estabelecidas pela vivência do mundo material e as suas
correlações com o mundo espiritual, assim como diz Allan Kardec (2017), “A crença nos Espíritos constitui sem dúvida a sua
base, mas não basta para fazer um espírita esclarecido, como a crença em Deus
não basta para fazer um teólogo.”, desta forma não discutimos aqui o fato de se acreditar ou não nos
Espíritos, pois a ciência Espírita tem como fim precípuo comprovar a sua
existência, mas discutir e apresentar o encadeamento entre as duas margens,
neste ponto nos dizem os Espíritos na pergunta 459 do Livro dos Espíritos “ Que
de ordinário são eles que nos dirigem”. Assim,
dividimos gostos, sabores, felicidades, bem como dissabores e infelicidades com
aqueles que por algum motivo ou de alguma forma estamos ligados, pois, a
ciência comprova, a filosofia convida e o efeito é a revolução ética e moral que
provocará pessoas mais justas e comprometidas com o social, desta forma como
diz Paulo Freire (1981), “Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo,
os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo."
Diante da proposição da filosofia
Espírita, haveremos de inserir na estrutura universal de onde somos parte
integrante e que não encontramos em nosso mundo tal referência para estruturar
nosso íntimo que terá em cada uma de nossas experiências, reiteradas
oportunidades de reavaliação e aprendizado, onde desta forma são estabelecidos
vivencialmente esses princípios filosóficos. O que se faz entender, que a
medida que se mergulha no mundo das concordâncias e discordâncias, dos amores e
das frustrações constroem-se caminhos, experiências e aptidões para que se seja
o melhor possível.
A compreensão desta filosofia e a sua
vivência, facultam-nos a possibilidade de um despertar Ético e Moral, pois a
construção do saber Espírita, dar-se mediante a vivências das relações sociais,
pois embasa-se em comportamentos que possuem no amor a sua matiz, a inspiração
para que construa-se uma sociedade justa e equânime. Tendo em Jesus seu modelo
e guia entende-se que a Doutrina Espírita tem como um dos seus objetivos formar
uma sociedade que se ame.
Equipe Editorial Ágora Espírita.
Alexandre Junior. Manoel Gomes.
Referências Bibliográficas.
KARDEC, A Gênese,
Os Milagres e as Predições Segundo O Espiritismo, 2018 , Página. De
rosto.1º Edição, 2018, FELEAL.
KARDEC, O Livro dos Espíritos,
pergunta 459, LAKE, 2007, Tradução José Herculano Pires.
FREIRE,-
Pedagogia do Oprimido. 9 ed., Rio de Janeiro. Editora Paz
e Terra. 1981, p.79.
KARDEC,
O Livro dos Médiuns, 1º Edição Março de 2017, Catanduva, São Paulo,
Editora Boa Nova, Tradução José Herculano Pires.
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
MANIFESTO ÁGORA
Ágora, espaço destinado às discussões. Marcado pela amplitude do que se discute e de como se discute, criado com a proposta de favorecer as altercações que contemplem as demandas da sociedade.
As preocupações promovidas pelas injustiças sociais e pela falta de debates sobre as temáticas política e sociedade, ou político-sociais à luz da Doutrina Espírita nos traz várias indagações. Por que temas como gênero, racismo, intolerância religiosa, homofobia, política, não são ou são pouco explorados em nossas Casas Espíritas? O que é preciso fazer para se discutir? Como as minorias sociais podem ser contempladas em nossas falas?
Neste sentido, ancorado nos pressupostos do Espiritismo, este debate se faz pertinente na atual conjuntura política e social.
Desta forma o Ágora Espírita tem como objetivos:
Objetivo Geral:
Fomentar metodologias junto ao Movimento Espírita, de forma democrática, solidária e fraterna, que oportunizem discutir, através do Espiritismo, as relações sociais numa perspectiva histórico-cultural-político-moral.
Objetivo Específico:
Realizar projetos, reuniões, palestras, simpósios e/ou seminários, bem como produzir publicações escritas que promovam a difusão da Doutrina Espírita e temas sócio-políticos entendendo o Espiritismo como doutrina filosófica e ética orientadora de soluções dos dilemas da atual conjuntura mundial.
Abordar, de forma democrática, fraterna, solidária e baseada nos princípios morais do Espiritismo, ideias e ensinos que apontem soluções ou minimizem o racismo, a intolerância religiosa, as incompreensões sobre gênero e sexualidade, que busquem planejamentos adequados e oportunos para as ações de assistência social contribuindo para a promoção do ser, o aperfeiçoamento das políticas públicas dos entes governamentais que contemplam a inserção das minorias sociais na sociedade, a proteção do meio ambiente e a valorização da cultura geral.
Desta maneira o Ágora surge da preocupação de um grupo de Espíritas, com relação as discussões e principalmente com a forma de valorizarmos as necessidades das minorias sociais, bem como das realidades políticas e sociais de nosso país e do mundo.
A volta forte de um discurso fascista e fundamentalista, a luta pelo armamento da sociedade civil, o alto índice de suicídio, de feminicidio, de crimes de ódio, preconceito racial, racismo religioso, crimes lgbtfóbicos, nos despertaram a ideia de que se faz mister a promoção de debates desta natureza para que, estudando os fenômenos sociais que compõem a sociedade moderna, aliado ao conhecimento Espírita, possamos juntos propor caminhos que nos levem a uma compreensão maior acerca do outro e desta forma possamos ao invés de propormos um conceito de vivência de respeito às diferenças possamos preconizar o que nos orienta a Doutrina Espírita e trabalharmos o amor aos diferentes.
Juntos, tencionamos apresentar ao Movimento Espírita, não soluções prontas, muito menos verdades incontestáveis, mas estudos com o grau de profundida que nossa maturidade e competência forem capazes de produzir e transformar esses estudos em ações que proporcionem a ampla discussão na luta em visibilizar os invisíveis sociais, mostrando que o público alvo das nossas amadas Casas Espíritas não são apenas, e dizemos, não apenas, os que tem sede e fome do pão material, mas os deserdados pela sorte, os marginalizados, os que sofrem perseguição e preconceito, os que não encontram no seio da sociedade colo e abrigo, assim, manteremos e faremos de nossos Centros Espíritas ambientes sadios e livres de qualquer tipo de preconceito, vivendo em cenários do legítimo amor como nos ensina Jesus e a nossa querida Doutrina Espírita.
Alexandre Júnior
Coordenador Geral.
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